quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ágape.


Padre Marcelo

Senhor,
Tu és o Bom Pastor,
Eu sou a Tua ovelha.
Em  alguns dias, estou sujo;
Em outros, me revelo.
Sou uma ovelha ora mansa, ora agitada.
Sou uma ovelha ora perdida, ora reconhecida.
Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Eu conheço a Tua voz.
É que às vezes a surdez toma conta de mim.
Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Não permita que ue me perca,
que eu me desvie do Teu rebanho.
Mas se eu me perder, eu Te peço, Senhor,
Vem me encontrar.
Amém.

Evangelho do Dia. A oração insistente

Lc 11, 5-13

"
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Imaginai que um de vós tem um amigo e, à meia-noite, o procura dizendo: 'Amigo, empresta-me três pães, pois um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer'. O outro responde lá de dentro: 'Não me incomodes. A porta já está trancada. Meus filhos e eu já estamos deitados, não posso me levantar para te dar os pães'. Digo-vos: mesmo que não se levante para dá-los por ser seu amigo, vai levantar-se por causa de sua insistência e lhe dar quanto for necessário. Portanto, eu vos digo: pedi e vos será dado; procurai e encontrareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e a quem bate, a porta será aberta. Algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!" Palavra da Salvação!

COMENTANDO O EVANGELHO: A oração confiante

O modo como a pessoa reza depende da imagem de Deus que traz no coração. Quanto mais correta for esta imagem, mais disposição terá para a oração, e mais confiante e perseverante esta será.

A primeira parábola ensina como a pessoa de fé sabe a quem recorrer, sem se importar com as circunstâncias. Aquele que crê, tem absoluta certeza de ser atendido, mesmo devendo esperar. Jesus apresenta o Pai como quem jamais decepciona aos que recorrem a ele. Ao pedir, a pessoa recebe; ao buscar, encontra; ao bater, abre-se-lhe a porta. De maneira nenhuma, existe frustração.

É próprio do Pai manifestar seu imenso amor a todos os seus filhos. Da comparação com o modo de agir dos pais da Terra, deduz-se a atitude do Pai do Céu. Se um pai, por pior que seja, jamais frustra as expectativas de seu filho, dando-lhe coisas ruins, quando lhe pede coisas boas, quanto mais o fará o Pai celeste!

Jesus indica qual é o dom principal que devemos pedir ao Pai: o Espírito Santo. E quem se dirige a ele, pedindo esse dom, pode estar certo de que será atendido. A bondade do Pai é insuperável. Jamais um ser humano poderá superar sua misericórdia.

ORAÇÃO

Espírito Santo, dá-me a graça de perseverar na oração, certo de que o Pai atenderá, com bondade, os meus anseios profundos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Evangelho do Dia!

Jesus ensina a orar - Lc 11, 1-4

Um dia, Jesus estava orando num certo lugar. Quando acabou de orar, um dos seus discípulos pediu:
- Senhor, nos ensine a orar, como João ensinou os discípulos dele.
Jesus respondeu:
- Quando vocês orarem, digam: "Pai, que todos reconheçam que o teu nome é santo. Venha o teu Reino. Dá-nos cada dia o alimento que precisamos. Perdoa os nossos pecados, pois nós também perdoamos todos os que nos ofendem. E não deixes que sejamos tentados." Palavra da Salvação.


COMENTANDO O EVANGELHO: Quando rezarem, digam...

A oração era um elemento importante no dia-a-dia de Jesus. Os Evangelhos observam seu costume de rezar, por exemplo, nos momentos-chave de seu ministério, quando deveria dar passos decisivos.

Vendo o seu Mestre rezar, os discípulos interessaram-se também pela prática da oração. O testemunho de Jesus impele-os a pedir-lhe orientações a respeito do modo mais conveniente de buscar a intimidade com Deus. Foi a prática de Jesus, e não uma bela teoria sobre a oração, que motivou os discípulos.

A oração ensinada pelo Mestre deveria ter como efeito inculcar, nos seus seguidores uma série de atitudes. Em relação ao Pai: o esforço para santificar-lhe o nome, ou seja, superar toda idolatria e pôr em prática as exigências do Reino, de modo que a história humana fosse regida pela vontade divina. Em relação ao próximo: criar o sentido da partilha fraterna dos bens, superando a tentação de reter tudo para si; viver o perdão e a reconciliação, sem dar lugar ao ódio e à violência; não se deixar levar pelas sugestões do espírito mau, cuja ação principal consiste em desviar o ser humano da vontade de Deus.

Por conseguinte, a oração cristã é um caminho de compromisso e comunhão, um projeto de vida. Ela consiste na busca de conformação da própria vida com o querer divino

ORAÇÃO

Espírito Santo, dá-me a graça da oração, pela qual descubro o caminho do compromisso e da comunhão, como projeto de vida.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Meditando as Sagradas Escrituras.


«Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária»

Dia Litúrgico: Terça-feira da 27ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Lc 10,38-42): 
Naquele tempo, Jesus entrou num povoado, e uma mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Ela tinha uma irmã, Maria, a qual se sentou aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. Marta, porém, estava ocupada com os muitos afazeres da casa. Ela aproximou-se e disse: «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda pois que ela venha me ajudar!». O Senhor, porém, lhe respondeu: «Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada». Palavra da Salvação.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Carta Mensal MCC.

CARTA MCC BRASIL – OUT 2011 (146ª.)

“”... alguém na estrada disse a Jesus: ‘Eu te seguirei para onde quer que fores...” (Lc 9,57)
 “Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos” (Mt 10,16)
“Ide, pois, fazer discípulos entre toda as nações...(Mt 28, 19)


Amados irmãos e irmãs, minha fraterna saudação a todos, “discípulos missionários de Jesus Cristo para que nossos povos nEle tenham vida”:

1.                  Desde há muitos anos na Igreja Católica, falou outubro, falou Mês das Missões. Quase sempre, em tempos idos, missões ou missionários eram sinônimos de terras distantes, países longínquos e homens e mulheres que, consagrados, deixavam suas famílias e sua pátria para “catequizar” os que ainda não conheciam Jesus e sua Igreja. Hoje, felizmente, trata-se de uma mentalidade ultrapassada trazendo à lembrança tempos de uma Igreja ainda em supremacia em relação às demais crenças. Esta mentalidade significava, mais nada menos, do que reduzir a missão essencial da Igreja de Jesus Cristo.  Até que, sobretudo a partir, do Concílio Vaticano II (1962-1965) teve início uma mudança de mentalidade quanto aos campos de missão e aos seus destinatários. Lembro-me quando alguns autores chegaram a afirmar, para susto de muitos que, por exemplo, a França, tradicionalmente tida como “filha primogênita da Igreja”, era um país de missão (1943)! É claro que, mais adequadamente do que naquele tempo, estamos convencidos que “país de missão” são todos os países e todos os povos do mundo.
            Para seguir em nossa reflexão “missionária”, farei uso, ainda que sumariamente, de dois referenciais atualíssimos e importantíssimos: a) o Documento de Aparecida (DAp), essencialmente missionário já no seu lema: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nEle nossos povos tenham vida...”. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6) e b) a Exortação Apostólica Verbum Domini (VD)– III Parte: “A missão da Igreja: anunciar a Palavra de Deus ao mundo”.

1.                      A Igreja toda missionária. Já na introdução do DAp[2] encontramos como que um ousado desafio lançado pelos nossos Pastores a toda a Igreja da América Latina e do Caribe: “A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstancias latino-americanas e mundiais”.  Ao referir-se à “Igreja”, o DAp entende não só cada católico ou aos bispos, padres ou pessoas consagradas. Trata-se de toda a comunidade eclesial: instituições, comunidades, movimentos, etc.. Sobretudo a diocese e paróquia, ou seja, a “igreja nas bases”, deveriam assumir suas responsabilidades acionando por todos meios disponíveis sua atividade evangelizadora. Para alcançar este objetivo o DAp sugere um “conversão Pastoral e renovação missionaria da comunidade”. Visando a este objetivo, insiste-se com termos, à primeira vista bastante fortes, sobre a radicalidade desta conversão para uma consciência profundamente missionária: “Nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (DAp 365). São palavras muito incisivas que deveriam provocar sérios questionamentos em todas as instâncias da Coordenação pastoral, tanto das dioceses como das paróquias.
Da mesma forma vamos encontrar na VD toda a Terceira parte: “Missão da Igreja: anunciar a Palavra de Deus ao mundo”. Merecem especial destaque os parágrafos 92: “Da Palavra de Deus deriva a missão da Igreja” e 93: “A Palavra e o Reino de Deus”. Deixo-lhe à meditação, apenas dois pequenos trechos: a) “O Sínodo dos Bispos reafirmou com veemência a necessidade de revigorar na Igreja a consciência missionária, presente no Povo de Deus desde a sua origem” (DAp 92). Ainda: “Não se trata de anunciar uma palavra anestesiante, mas desinstaladora, que chama à conversão, que torna  acessível o encontro com Ele, através do qual floresce uma humanidade nova” (DAp 93).

2.                  O discípulo missionário de Jesus Cristo. Discípulo é aquele que ouve o Mestre; entusiasma-se por Ele; assimila na sua mentalidade e na vida as ideias dEle. Mais ainda e como consequência necessária do ser discípulo, segue o Mestre onde quer que vá. Foi assim com Mateus: “Ao passar, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostas, e disse-lhe: ‘Segue-me’. Ele se levantou e segui-o” (cf. Mt 9.9; 8,19; Lc 9,57). E toda a caminhada com Aquele que “não tinha onde reclinar a cabeça...(cf Lc 9, 58) é marcada pela alegria  incontida do discípulo: “Neste encontro com Cristo, queremos expressar a alegria de sermos discípulos do Senhor e de termos sido enviados com o tesouro do Evangelho...” (DAp 28). Ao seguir Mestre o discípulo se convence que deve, com o Ele, anunciar o Reino de Deus, a Palavra do Pai feita carne. Torna-se, então, missionário, pois não existe discípulo que não seja missionário e missionário que não se comporte como discípulo. Vejam que palavras a VD tem para os fieis leigos: ”Os fieis leigos são chamados a exercer a sua missão profética, que deriva diretamente do batismo e testemunhar o Evangelho na vida diária onde quer que se encontrem. A este respeito, os Padres sinodais exprimiram «a mais viva estima e gratidão bem como encorajamento pelo serviço à evangelização que muitos leigos, e particularmente as mulheres, prestam com generosidade e diligência nas comunidades espalhadas pelo mundo, a exemplo de Maria de Magdala, primeira testemunha da alegria pascal» (VD 94). E a alegria do discípulo missionário haverá de se plena: “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DAp 29). 

3.                  Os Movimentos e Comunidades eclesiais: Ao nos referir aos Movimentos e Comunidades eclesiais, constatamos, com a certeza alicerçada nos documentos do magistério, a absoluta necessidade e urgência de uma consciente e profunda conversão missionária, sejam eles quais forem, convidados a ultrapassar as barreiras de uma ação somente pessoal, para uma ação missionaria em “comunidade”...  “Esta firme decisão missionária deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais de dioceses, paróquias, comunidades religiosas, movimentos e de qualquer instituição da Igreja. Nenhuma comunidade deve se isentar de entrar decididamente, com todas suas forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé”(DAp 365). Ainda a VD sugere que pelos Movimentos e Comunidades eclesiais sejam devolvidas novas formas de anúncio do Evangelho: Além disso, o Sínodo reconhece, com gratidão, que os movimentos eclesiais e as novas comunidades constituem, na Igreja, uma grande força para a evangelização neste tempo, impelindo a desenvolver novas formas de anúncio do Evangelho” (VD 94). Permitam-me exemplificar com o Movimento de Cursilhos, cujo carisma está contido na sua definição. Lá onde se afirma que seu carisma é a pessoa e sua conversão, por outro lado, julgo ser esta uma oportunidade única do MCC na América Latina, para que se revitalize, também, a vocação missionária do próprio Movimento como comunidade missionária de discípulos de Jesus, e não, apenas como deve fazê-lo  a pessoa, individualmente, mas “....criando núcleos de cristãos”, ou pequenas comunidade de fé -  (Doc.62 n.121” que evangelizem seus ambientes, isto é, que “... fermentem de Evangelho seus próprios  ambientes, Seria necessário dizer mais?

Despeço-me com um abraço fraterno, “fixando o olhar em Maria e reconhecendo nela a imagem perfeita da discípula missionária

Pe.José Gilberto  Beraldo
Grupo Sacerdotal do Grupo Executivo Nacional
 do MCC do Brasil  

A Palavra do Sato Padre.

ANGELUS – 02/10/11

Seguem as palavras que Bento XVI dirigiu ontem aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a oração mariana do Angelus:

“Queridos irmãos e irmãs:

O Evangelho deste domingo termina com uma advertência de Jesus, particularmente severa, dirigida aos chefes dos sacerdotes e aos anciões do Povo: “Por isso vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e entregue a um povo que produza frutos” (Mt 21,43). 

São palavras que fazem pensar na grande responsabilidade de quem, em cada época, está chamado a trabalhar na vinha do Senhor, especialmente com função de autoridade, e impulsionam a renovar a plena fidelidade a Cristo. Ele é “a pedra que os construtores rejeitaram” (cf. Mt 21,42), porque o julgaram como inimigo da lei e perigoso para a ordem pública, mas Ele mesmo, rejeitado e crucificado, ressuscitou, tornando-se a “pedra angular” na qual podem se apoiar com absoluta segurança os fundamentos de cada existência humana e do mundo inteiro. 

Desta verdade fala a parábola dos vinhateiros infiéis, aos quais um homem havia confiado sua própria vinha, para que a cultivassem e recolhessem os frutos. O proprietário da vinha representa o próprio Deus, enquanto a vinha simboliza o seu povo, assim como a vida que Ele nos doa, para que, com sua graça e o nosso compromisso, façamos o bem. Santo Agostinho comenta que ‘Deus nos cultiva como um campo para nos tornarmos melhores’.

Deus tem um projeto para os seus amigos, mas infelizmente a resposta do homem se orienta frequentemente à infidelidade, que se traduz em rejeição. O orgulho e o egoísmo impedem de reconhecer e acolher inclusive o dom mais valioso de Deus: seu Filho unigênito. Quando, de fato, “enviou-lhes o seu filho – escreve o evangelista Mateus – [os trabalhadores] agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e o mataram (Mt 21,37.39). Deus se coloca nas nossas mãos, aceita fazer-se mistério insondável de fraqueza e manifesta sua onipotência na fidelidade a um desígnio de amor que no final prevê também a justa punição para os malvados (cf. Mt 21,41).

Firmemente ancorados na fé na pedra angular que é Cristo, permaneçamos nele como o ramo que não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Somente n'Ele, por Ele e com Ele é que se constrói a Igreja, povo da Nova Aliança. A respeito disso escreveu o servo de Deus Paulo VI: ‘O primeiro fruto da tomada de consciência mais profunda da Igreja quanto a si mesma é a descoberta renovada da sua relação vital com Cristo, coisa bem conhecida, mas fundamental, indispensável, e nunca suficientemente compreendida, meditada e pregada’ 

Queridos amigos, o Senhor sempre está perto e é operante na história da humanidade, e nos acompanha também com a singular presença dos seus anjos, que hoje a Igreja venera como “da guarda”, isto é, ministros da divina presteza por cada homem. Desde o início até a hora da morte, a vida humana está cercada pela sua incessante proteção. E os anjos coroam a Augusta Rainha das Vitórias, a Bem-Aventurada Virgem Maria do Rosário, que, no primeiro domingo de outubro, precisamente neste momento, do Santuário de Pompéia e do mundo inteiro, acolhe a súplica fervorosa para que o mal seja abatido e se revele, em plenitude, a bondade de Deus.”

Evangelho do Dia. O Bom Samaritano.


A parábola do bom samaritano - Lc 10, 25-37

Naquele tempo, um mestre da Lei se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou:
- Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?
Jesus respondeu:
- O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem?
O homem respondeu:
- "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo."
- A sua resposta está certa! - disse Jesus. - Faça isso e você viverá.
Porém o mestre da Lei, querendo se desculpar, perguntou:
- Mas quem é o meu próximo?
Jesus respondeu assim:
- Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó. No caminho alguns ladrões o assaltaram, tiraram a sua roupa, bateram nele e o deixaram quase morto. Acontece que um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho. Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada. Também um levita passou por ali. Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. Mas um samaritano que estava viajando por aquele caminho chegou até ali. Quando viu o homem, ficou com muita pena dele. Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou. Depois disso, o samaritano colocou-o no seu próprio animal e o levou para uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, entregou duas moedas de prata ao dono da pensão, dizendo: "Tome conta dele. Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele".
Então Jesus perguntou ao mestre da Lei:
- Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado?
- Aquele que o socorreu! - respondeu o mestre da Lei.
E Jesus disse:
- Pois vá e faça a mesma coisa. PALAVRA DA SALVAÇÃO!


COMENTANDO O EVANGELHO: A prática da misericórdia

A parábola do bom samaritano mostra-nos o amor misericordioso como o único meio de obter a vida eterna. Engana-se quem pretende alcançar este objetivo mediante a prática minuciosa dos mandamentos, a busca da pureza ritual, o respeito às tradições, se tudo isto carecer do respaldo da vivência da misericórdia. Seguramente, o primeiro a ser questionado pelo ensinamento de Jesus e ver-se obrigado a mudar de mentalidade foi o mestre da Lei, que pretendia colocá-lo à prova.

A parábola apresenta-nos alguns aspectos da misericórdia, como Jesus a entendia. O samaritano põe-se a ajudar um judeu, sem se importar com as rixas que sempre existiram entre os dois povos, mostrando, assim, que a verdadeira misericórdia é dirigida a todas as pessoas, sem exceção. O assistido pelo samaritano é alguém espoliado, vítima da maldade humana, jogado à beira do caminho, como algo sem valor. Isto mostra que a misericórdia deve dirigir-se mormente aos pobres e deserdados deste mundo.

O samaritano muda todos os seus planos, ao deparar-se com alguém necessitado de sua assistência. Essa atitude indica que a misericórdia exige que deixemos de lado nossos programas e esquemas, ao nos depararmos com o irmão carente. O samaritano faz todo o possível e ainda se oferece para custear a hospedagem de seu assistido. Isto sugere que a misericórdia desconhece limite, indo além de quanto se possa previamente imaginar.

ORAÇÃO

Espírito Santo, que a indigência e o sofrimento de meus semelhantes levem-me a manifestar-lhes meu amor, com gestos concretos de misericórdia.