segunda-feira, 18 de março de 2013

PAPA FRANCISCO


DISCURSO NA INTEGRA DO SANTO PADRE APÓS SUA ELEIÇÃO 

“Irmãos e Irmãs, boa noite! Vocês sabem que o dever do conclave era de dar um bispo a Roma. Parece que meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase no fim do mundo. Mas, estamos aqui! Vos agradeço pela acolhida, à comunidade diocesana, ao seu bispo. Obrigado!(…aplausos…) Antes de tudo, gostaria de fazer uma oração pelo nosso bispo emérito Bento XVI (…aplausos…). Rezemos todos juntos por ele, para que Deus o abençoe e Nossa senhora o proteja. (segue a oração do Pai Nosso, da Ave Maria e do Glória ao Pai). E agora comecemos este caminho bispo e povo, bispo e povo. Este é o caminho da Igreja de Roma que é aquela que precede na caridade todas as outras Igrejas. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre por nós, um pelo outro, rezemos por todo o mundo, para que exista uma grande fraternidade. Desejo que este caminho de Igreja, que hoje começamos e que me ajudará o meu Cardeal Vigário aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta tão bela cidade. (aplausos). E agora gostaria de dar uma bênção, mas antes vos peço um favor. Antes de o bispo abençoar o povo vos peço que vocês rezem ao Senhor para que me abençoe. A oração do povo pedindo a bênção pelo seu bispo. (…aplausos…). Façamos em silêncio esta oração de vocês por mim”!

quinta-feira, 14 de março de 2013

PAPA FRANCISCO

Papa Francisco na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. (Foto: Alessandro Bianchi / Reuters)
Nesta quarta-feira (13), a igreja católica apresentou ao mundo o seu novo líder. O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio é o primeiro papa chamado Francisco.
Foi uma quarta-feira (13) de muita expectativa e ansiedade por parte dos fiéis, que, mesmo com o frio e a chuva, ficaram na Praça São Pedro o dia todo, de olho na chaminé da Capela Sistina. Pois a fumaça branca apareceu às 19h06 no Vaticano, 15h06 no horário de Brasília, sinalizando que a igreja já tinha um novo líder. Já com a identidade do papa revelada, alguns fiéis choravam, outros gritavam o nome “Francisco”.
A cidade dos papas esperava o futuro pontífice, e um Papa Emérito acompanhava o conclave pela TV. Ninguém podia negar que, na sede mundial do catolicismo, algo estava mudando.
Confinados na cidade-estado, nesta quarta-feira (13), os 115 cardeais eleitores rezaram uma missa na Capela Paulina.  Às 9h30 da manhã, hora italiana, e 5h30 em Brasília, começaram a enfrentar os poucos passos que os separavam da Sistina. E, quem sabe, de outro futuro.
Um temporal cobriu de cinza a bela praça renascentista e barroca. Muitos esperavam o aviso. E o que se viu foi de novo foi uma nuvem preta. À tarde, a ansiedade de fiéis e turistas aumentou. Os telões foram acesos mais cedo do que de costume. A Praça de São Pedro ficou cheia.
Às 19h06, hora local, finalmente a decisão: uma fumaça branca invadiu o telhado da lendária capela. Roma já tinha um novo Papa. A praça entrou em euforia. E os sinos tocaram.
A multidão esperou com impaciência sob a chuva por pouco mais de uma hora. Todos olhavam para o balcão vazio da Basílica.
O comandado da Igreja passava para um jesuíta pela primeira vez na história. Um jesuíta que parece ter ido buscar na tradição franciscana a simplicidade com o nome de Francisco I. Uma escolha que pode significar reformas na Igreja.
Um Papa nem jovem, nem tão velho: 76 anos. De origem piemontesa, no norte da Itália, o Papa argentino falou em italiano e brincou: “Parece que meus irmãos cardeais foram buscar um Papa quase no fim do mundo”.
Agradeceu a hospitalidade de Roma e pediu uma oração ao Papa Emérito Bento XVI. A multidão acompanhou o pai-nosso e a ave-maria.
O Papa eleito afirmou que está iniciando um caminho com o povo, da caridade da Igreja, de fraternidade e amor. E pediu que, em silêncio, todos rezassem por ele.
Deu a benção urbi et orbi - à Roma e ao mundo.
O teólogo vaticanista Giovani Genari também ficou surpreso. “Francisco é um nome de muita responsabilidade, que pode querer dizer muitas coisas”, disse o teólogo.
O novo Papa era no conclave passado, em 2005, o candidato de Carlo Maria Martini, um dos cardeais mais progressistas que a Igreja já viu. Francisco I pode iniciar um pontificado de muita sobriedade. É considerado um homem sem luxos, de grande vocação para evangelização. Já viveu em Roma com os jesuítas. Quando tentaram oferecer a ele um cargo na cúria, respondeu: “Por favor, na cúria eu morreria”. E é justamente a Cúria Romana que pode perder com essa escolha.
Ao Vaticano, gostava de ir apenas quando era indispensável. Agora terá que viver lá. Quem sabe para poder mudar o que é preciso

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ANGELUS


Seguem as palavras do Papa ontem, às 12h, durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro:

“Queridos irmãos e irmãs!

Na última quarta-feira, com o tradicional Rito das Cinzas, entramos na Quaresma, tempo de conversão e penitência em preparação para a Páscoa. A Igreja, que é mãe e mestra, chama todos os seus membros a renovar-se no espírito, a reorientar-se decididamente para Deus, renegando o orgulho e o egoísmo para viver no amor.

Neste Ano da Fé a Quaresma é um tempo propício para redescobrir a fé em Deus como critério-base da nossa vida e da vida da Igreja. Isso comporta sempre uma luta, um combate espiritual, porque o espírito do mal naturalmente se opõe à nossa santificação e busca fazer-nos desviar do caminho de Deus. Por isso, no primeiro domingo da Quaresma, todos os anos é proclamado o Evangelho das tentações de Jesus no deserto.

Jesus, de fato, depois de receber a "investidura" de Messias - "ungido" do Espírito Santo - no Batismo no Jordão, foi conduzido pelo mesmo Espírito no deserto para ser tentado pelo diabo. Ao iniciar o seu ministério público, Jesus teve que desmascarar e repelir as falsas imagens de Messias que o tentador lhe propunha. Mas essas tentações são também falsas imagens do homem, que em todos os momentos insidiam a consciência, trasvestindo-se de propostas convenientes e eficazes, ou até mesmo boas. Os evangelistas Mateus e Lucas apresentam três tentações de Jesus, diversificando-as apenas na ordem.

O núcleo central consiste em instrumentalizar Deus para os próprios interesses, dando mais importância ao sucesso ou aos bens materiais. O tentador é astuto: não impele diretamente em direção ao mal, mas a um falso bem, fazendo crer que as verdadeiras realidades são o poder, e aquilo satisfaz as necessidades primárias. Dessa forma, Deus torna-se secundário, reduz-se a um meio, torna-se definitivamente irreal, não importa mais, desvanece. Em última análise, nas tentações o que está em jogo é a fé, porque está em jogo Deus. Nos momentos decisivos da vida, mas, vendo bem, a qualquer momento, estamos numa encruzilhada: queremos seguir o eu ou Deus? O interesse individual ou o que realmente é bem?

Como nos ensinam os Padres da Igreja, as tentações fazem parte da "descida" de Jesus à nossa condição humana, ao abismo do pecado e das suas consequências. Uma "descida" que Jesus percorreu até o fim, até a morte de cruz, até os infernos do extremo distanciamento de Deus. Desse modo, Ele é a mão que Deus estendeu ao homem, à ovelha perdida, para reconduzi-la a salvo. Como ensina Santo Agostinho, Jesus tirou de nós a tentação, para nos dar a vitória (cf. Enarr Psalmos em, 60,3:. PL 36, 724). Portanto, também nós não tememos enfrentar o combate contra o espírito do mal: o importante é que o façamos com Ele, com Cristo, o Vencedor.

E para estar com Ele voltemo-nos para a Mãe Maria: Invoquemos com confiança filial na hora da provação, e ela nos fará sentir a potente presença de seu Filho divino, para repelir as tentações com a Palavra de Cristo, e assim recolocar Deus no centro da nossa vida.”

Após o Angelus, Bento XVI continuou:

“Obrigado a todos!

Uma calorosa saudação aos peregrinos de língua italiana. Obrigado a todos! Obrigado por virem tão numerosos! Obrigado! A presença de vocês é um sinal do afeto e da proximidade espiritual que vocês estão me manifestando nestes dias. Saúdo, em particular, a administração de Roma Capital, conduzida pelo prefeito, e com ele saúdo e agradeço a todos os habitantes dessa amada Cidade de Roma. Saúdo os fiéis da diocese de Verona, de Nettuno, de Massanninziata e da paróquia romana de Santa Maria Janua Coeli, como também os jovens de Seregni e Brescia.

A todos, votos de um bom domingo e um bom caminho de Quaresma. Esta tarde inicia a semana de exercícios espirituais: continuemos unidos na oração. Boa semana a todos. Obrigado!”

Fonte: ZENIT (Agencia Internacional Católica de Noticia)

Evangelho do dia.

EVANGELHO DO DIA - 18/02/13

O Julgamento das nações - Mt 25, 31-46

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, ele se assentará em seu trono glorioso. Todas as nações da terra serão reunidas diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos, à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era estrangeiro, e me recebestes em casa; estava nu e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na prisão, e fostes visitar-me'. Então os justos lhe perguntarão: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede, e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro, e te recebemos em casa, sem roupa, e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?' Então o Rei lhes responderá: 'Em verdade vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!' Depois, o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: 'Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome, e não me destes de comer; com sede, e não me destes de beber; eu era estrangeiro, e não me recebestes em casa; nu, e não me vestistes; doente e na prisão, e não fostes visitar-me'. E estes responderão: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome ou com sede, estrangeiro ou nu, doente ou preso, e não te servimos?' Então, o Rei lhes responderá: 'Em verdade, vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses mais pequenos, foi a mim que o deixastes de fazer!' E estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”.

COMENTANDO O EVANGELHO: A mim o fizestes

Dentre os muitos desafios apresentados por Jesus aos seus discípulos, está o de identificá-lo com os sofredores deste mundo. Os famintos, os sedentos, os forasteiros, os carentes, os doentes e os encarcerados foram constituídos como mediadores do encontro com o Senhor. Que motivos teve Jesus para constituí-los em sinal de sua presença na história humana?

O ponto alto da encarnação de Jesus aconteceu, exatamente, quando ele desceu ao mais profundo do sofrimento humano. Quando, na paixão, Jesus sofreu os horrores da fome, da sede, da nudez, do encarceramento, sem contar os ultrajes e as humilhações de seus inimigos, a negação, a traição e o abandono de seus amigos, ele expressou, em grau eminente, sua condição de Filho de Deus, fiel até a morte. Por isso, escolheu a todos quantos se encontram em situação semelhante, para interpelarem os cristãos, exigindo deles uma resposta concreta de amor.

Aquilo que os cristãos não fizeram pelo Senhor, quando padeceu as agruras da paixão, podem fazê-lo agora, servindo ao irmão sofredor. O próprio Jesus garante que quem serve ao sofredor está servindo a ele mesmo. O Evangelho não aponta outro caminho de servir a Jesus, pois o Senhor quis identificar-se com quem padece o que ele mesmo padeceu.

Confrontar-se com o irmão sofredor é confrontar-se com o próprio Jesus que sofre e nos desafia a sermos solidários com ele, em sua paixão.

ORAÇÃO

Espírito Santo, ensina-me a descobrir, no irmão sofredor, o apelo de Jesus a quem devo servir.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Evangelho do dia.

Missão dos Doze - Mc 6, 7-13

Naquele tempo, Jesus chamou os Doze, começou a enviá-los dois a dois e deu-lhes poder sobre os espíritos impuros. Mandou que não levassem nada pelo caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro à cintura, mas que calçassem sandálias e não usassem duas túnicas. 
Dizia-lhes ainda:
- Quando entrardes numa casa, permanecei ali até a vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem vos escutarem, saí de lá e sacudi a poeira dos vossos pés, para que sirva de testemunho contra eles.
Eles saíram e foram pregando que o povo se convertesse. Expulsavam muitos demônios, ungiam com óleo numerosos doentes e os curavam.

COMENTANDO O EVANGELHO: Estar sempre a caminho

Para Jesus, o exercício da missão apostólica deveria ser dinâmico. O objetivo consistia em anunciar a todos, sem exceção, a Boa Nova da salvação e fazer chegar até eles os benefícios do Reino.

As instruções de Jesus por ocasião do envio missionário tentavam garantir a agilização da missão. Nada de munir-se de apetrechos, visando assegurar a subsistência e um certo bem-estar. Era desnecessário prover-se de comida e dinheiro, ou carregar uma mochila. Duas mudas de roupa seriam supérfluas. Bastava o que traziam no corpo.

Só duas coisas eram permitidas: levar um bastão e calçar sandálias. Por quê? O bastão serviria para proteger-se dos animais ferozes que poderiam encontrar ao longo do caminho. As sandálias eram necessárias porque, se caminhassem descalços, logo estariam com os pés feridos e, por conseqüência, não poderiam seguir adiante e levar a cabo a missão.

A simplicidade apostólica levaria aos apóstolos a darem contínuo testemunho de confiança na providência divina, em cujas mãos se colocavam. Poderiam estar certos de que, em suas andanças, sempre experimentariam a bondade do Senhor do Reino, expressa na hospitalidade generosa de seus ouvintes.

Neste contexto, até mesmo a rejeição serviria de estímulo para não se acomodarem, obrigando os apóstolos a sempre seguirem em frente.

ORAÇÃO

Pai, ajuda-me a superar toda tentação de acomodar-me, pois, como apóstolo do teu Reino, tenho de estar, continuamente, a caminho.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Inicio da Escola de Cursilhos.

Ontem com a Graça de Deus e a Intercessão de Maria inciamos nossa Escola de Cursilhos com Santa Celebração da Palavra. Neste Ano da Fé, peçamos com mais veemência a força do Espírito Santo e a intercessão de São Paulo Apóstolo para que todos os Eventos do Movimento de Cursilhos, não só na Diocese, mas também no mundo inteiro sejam repletos de Graças abundantes. Shalom!!! Nos vemos na Eucarístia!!!

TER CORAGEM DIANTE DA SECULARIZAÇÃO



O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, Cardeal Dom Gerhard Ludwig Müller, pediu "coragem" aos católicos espanhóis diante da secularização; pois a Congregação da Fé tem como missão não só defender a fé, mas também promovê-la.

Secularização é a palavra usada para expressar a realidade de um mundo que só pensa na vida terrena, no bem estar material, não pensa mais no céu e na eternidade, e que já não tem mais lugar para Deus, como disse o Papa Bento XVI, embora acredite que Ele existe. Até mesmo muitos católicos que fazem caridade, vão à missa, trabalham pela solidariedade humana, já não pensam mais na vida eterna; não se importam se existe o céu, inferno ou purgatório. Esqueceram-se do que disse Santo Agostinho: "Que me importa viver bem se não posso viver para sempre". Ou o que Jesus disse: "De que vale o homem ganhar o mundo se vier a perder a sua alma".

João Paulo II disse certa vez que o homem de hoje vive como se Deus não existisse. Por isso há católicos estranhos que pensam que podem continuar católicos mesmo discordando da Igreja.

O Cardeal Müller disse em uma entrevista à rede espanhola COPE publicada pela Agência de notícias Europa Press, que "Não podemos perder a coragem de anunciar o Evangelho hoje porque nós sabemos muito melhor que todos estes políticos da linha do laicismo, desta ideologia ateia, sabemos muito melhor o que é necessário para todos os homens". Disse que "a mentalidade "secularizada" não pode dar uma resposta adequada aos sofrimentos dos homens, aos seus problemas existenciais, ao que há depois da morte, nem à forma de construir uma sociedade fundamentada nos valores da justiça social e a dignidade humana".

Muitos confundem um estado laico, que não professa uma fé específica, com um estado laicista que quer impedir a fé de ser vivida livremente por todos. De modo especial a fé católica tem sido perseguida e desvalorizada. Por isso o Papa Bento XVI disse que os católicos de verdade devem estar preparados para enfrentar o "martírio da ridicularização", da zombaria e da perseguição.

Dom Müller disse ainda que as polêmicas sobre a Igreja são "inúteis" e que é preciso concentrar-se não no "superficial" mas "nas grandes pergunta existenciais dos homens que vivem hoje no mundo".Também destacou que é necessário "um anúncio de esperança" e que a Igreja dá esperança a todos os homens. Mostrou que a fé católica "não é um irracionalismo" pois "existe uma conexão entre razão e fé", e que "para apresentar o Evangelho como força que dá vida, é necessário sublinhar a intelectualidade, a racionalidade da fé" mas também "expressar a direção da razão dos homens para a fé, até o encontro com Deus". O Papa João Paulo II já tinha dito na "Fides et Ratio" que a fé e a razão são as duas asas com as quais o homem alça voo para contemplar a verdade". Sem a fé a razão cai no racionalismo ateu; sem a razão a fé se torna fanatismo.

Dom Müller destacou que as universidades são "absolutamente importantes" e recordou que são "fundações da Igreja" na história do cristianismo europeu. Foi a Igreja quem fundou as primeiras universidades do Ocidente: Bolonha, Oxford, Cambridge, Sorbonne, La Sapienza, Montpellier, Coimbra, Valladollid, Compostela, etc.

Seguindo o pedido do cardeal Prefeito da Congregação da fé, cada católico deve estar preparado hoje, mais do que nunca, para defender a fé católica apresentando, como disse São Pedro, "as razões da nossa esperança" (1Pe 3,15). Para isso é preciso conhecer a doutrina católica tão bem apresentada no Catecismo da Igreja, bem como a História da Igreja, tão deturpada e tão mal interpretada em muitas salas de aula.

Prof. Felipe Aquino
Na TV Canção Nova, apresenta os programas "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos".