SER FELIZ NA ENFERMIDADE
“Era uma vez um médico que viu um doente idoso que já não dava sinais de cura no hospital. Passavam os dias e ele parecia estar resignado a morrer o mais depressa possível. Por mais que as enfermeiras o animassem, só com muito dificuldade e paciência conseguiam que ele oferecesse uma palavra ou um sorriso. Certo dia, ao passar pelo corredor o médico ficou surpreendido ao vê-lo animado, com bom aspecto e a ser ajudado pelos familiares a levantar-se da cama.
Sorrindo de satisfação, o médico pergunta-lhe: “Então, o que lhe aconteceu? Ainda na passada semana estava tão desanimado e hoje está totalmente diferente?” Perante as perguntas, o idoso sorriu e disse-lhe:“Tem razão! Alguma coisa aconteceu: o meu netinho veio cá ontem visitar-me e disse-me para voltar depressa para casa, pois precisava da minha ajuda: precisa que o ajude a remendar o pneu da bicicleta!”
Caros cristãos, afinal também as crianças podem fazer milagres e salvar muita gente nos dias de hoje! Aliás, foi essa a missão que Deus-Pai confiou ao seu Filho, como escutávamos no evangelho: “Eu vim como luz ao mundo (…), não para julgar o mundo, mas para o salvar!” Em pleno Tempo Pascal, a Ressurreição confere-nos uma missão: divulgar a notícia salvadora do Messias de Deus. Uma salvação que não se cinge a uma vida depois da morte, mas que se opera aqui e agora na realidade da vida humana, sobretudo na enfermidade.
Na sua mensagem para o Dia Mundial do Doente, o Papa Bento XVI recorda-nos a importância do Sacramento da Penitência e da Unção dos Enfermos. Como tal, ele afirma: “Cada sacramento expressa e põe em prática a proximidade do próprio Deus que, de modo absolutamente gratuito, nos toca por meio de realidades materiais… que Ele assume ao seu serviço, fazendo deles instrumentos do encontro entre nós e Ele mesmo.”
[...]
Todavia, o auxílio eclesial aos enfermos não se restringe somente a estes Sacramentos, administrados pelos padres. Os leigos também podem e devem “salvar” muitos enfermos através do que, sinteticamente, se chama de virtude da compaixão!
Assim sendo, ter compaixão é recordar os milagres das curas e a Paixão de Cristo que terminou na Cruz. Ter compaixão é reconhecer que o sofrimento do outro também é o meu sofrimento. E ter compaixão é partilhar esse sofrimento alheio através da nossa oração, caridade, palavra, escuta e presença (companhia).
Ou seja, o que aquela criança fez foi muito simples: apenas recordou ao seu avô que a sua doença não lhe retira a sua dignidade, nem o lugar que tem no coração de Deus!
Com isto, estaremos, entre outros aspectos, curando aquela que, segundo Henri Nowen, é a doença mais dolorosa da sociedade atual: a solidão.
Como dói ver notícias de homens e mulheres que se abandonam à sua incapacidade, à sua deficiência, à sua doença… homens e mulheres que deixaram de acreditar em si e em Deus… homens e mulheres que se contentam com respostas rápidas, com brilhos passageiros... homens e mulheres que decidiram ser vítimas e não cooperadores da criação… homens e mulheres desaproximados, incapazes de ouvir o anseio mais profundo do coração!
Desculpem a franqueza e que, sem rodeios, afirme que a Pastoral da Saúde tem de ser um caminho para a nova-evangelização, ou seja, um instrumento peculiar para manifestar a beleza do amor de Deus. Aliás, o teólogo Anselm Grün escreve: “na doença, consigo descobrir o espaço interior do silêncio, aquele onde Deus habita em mim. É lá que me sinto curado e pleno. A doença não tem acesso a esse espaço.”
[...]
Daí que a comunidade cristã tenha de discernir caminhos de presença efetiva para que o rosto do autêntico amor não permaneça oculto. Os cristãos não podem ignorar o sofrimento alheio. Há sinais que parecem de abandono de Deus, os quais devem ser preenchidos por gestos de muita solicitude e ternura. E, se olharmos para os cuidados que oferecem as estruturas de saúde, não podemos permitir a nossa insensibilidade perante burocracias exageradas, desatenções quase inconscientes ou simples preocupações economicistas para evitar prejuízos e auferir lucros. Aí o cristão deve ser sempre gerador de esperança.
Se é tarefa de todos, os profissionais de saúde não podem esquecer a sua identidade cristã. Talvez não necessitem de etiquetas para se afirmarem. O silêncio da dedicação e serviço de entrega pode marcar a diferença, mesmo sem se usar palavras.
Para terminar, a primeira leitura relatando-nos uma jornada missionária de Saulo e Barnabé, vem confirmar tudo quanto referi e, por isso, permiti-me que agradeça àqueles “ministros da esperança”, que nas suas comunidades visitam e acompanham gratuitamente os doentes. Esses homens e mulheres silenciosos, voluntários ou profissionais que, “muitas vezes sem mencionar o próprio nome de Cristo”, O manifestam concretamente, fazendo com que “a palavra de Deus cresça e se multiplique”. Eles são muitos, mas poderão ser ainda mais!
Que a Senhora de Fátima, conforte e anime os agentes da Pastoral da Saúde, que apenas querem continuar o gesto salvífico de Cristo junto daqueles que vivem na enfermidade. Porque também se pode ser feliz na enfermidade.
Dom Jorge Ortiga
Arcebispo de Braga (Portugal)
Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social
O Movimento de Cursilhos e Cristandade está presente na Paróquia Nossa Senhora da Glória, de Novo Itacolomi, desde a década de 70, atuando nas diversas Pastorais de nossa Paróquia. Pelo Movimento já passaram adultos, jovens e adolescentes, que tiveram o seu encontro pessoal com o Jesus Cristo. O Movimento procura a todos os instantes e em todos os momentos mostrar que Jesus, e somente Ele, é o Caminho a Verdade e a Vida! SHALOM!!!!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
EVANGELHO.
EVANGELHO DO DIA - 16/05/12
O Espírito da verdade - Jo 16, 12-15
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Ainda tenho muitas coisas para lhes dizer, mas vocês não poderiam suportar isso agora. Porém, quando o Espírito da verdade vier, ele ensinará toda a verdade a vocês. O Espírito não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que ouviu e anunciará a vocês as coisas que estão para acontecer. Ele vai ficar sabendo o que tenho para dizer, e dirá a vocês, e assim ele trará glória para mim. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso eu disse que o Espírito vai ficar sabendo o que eu lhe disser e vai anunciar a vocês."
COMENTANDO O EVANGELHO: As coisas que hão de vir
O Espírito da Verdade tem, junto aos discípulos de Jesus, várias funções. Entre elas, a função didática e a função profética.
No nível didático, o Espírito instruirá os discípulos a respeito da verdade plena. Não se trata de uma revelação paralela à de Jesus, nem complementar. Movidos pelo Espírito, os discípulos serão capazes de atingir um nível, até então desconhecido, de compreensão dos ensinamentos do Mestre.
Obterão uma sabedoria não quantitativa, mas sim qualitativamente superior, pelo fato de, com a ajuda do Espírito, estarem capacitados a dar um testemunho convincente de sua adesão a Jesus. O Espírito revela-se aos discípulos no contexto da experiência de vida, por conseguinte, de conhecimento existencial, prático.
No nível profético, ele lhes anunciará as coisas que hão de vir. Exclui-se, aqui, todo tipo de previsão exata do futuro, de modo que os discípulos pudessem se precaver. O Espírito irá ajudá-los a conhecer melhor o que significa Jesus para cada momento da história humana. É uma ajuda na linha do discernimento, da interpretação dos fatos, da disposição humana para acolher o Mestre. Isto possibilitará ao discípulo caminhar com segurança, sem correr o risco de ser enganado. Afinal, vendo-se pressionado pelo mundo, estará sempre correndo o risco de dar um passo em falso. O Espírito revela-lhe por onde caminhar.
O Espírito da verdade - Jo 16, 12-15
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Ainda tenho muitas coisas para lhes dizer, mas vocês não poderiam suportar isso agora. Porém, quando o Espírito da verdade vier, ele ensinará toda a verdade a vocês. O Espírito não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que ouviu e anunciará a vocês as coisas que estão para acontecer. Ele vai ficar sabendo o que tenho para dizer, e dirá a vocês, e assim ele trará glória para mim. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso eu disse que o Espírito vai ficar sabendo o que eu lhe disser e vai anunciar a vocês."
COMENTANDO O EVANGELHO: As coisas que hão de vir
O Espírito da Verdade tem, junto aos discípulos de Jesus, várias funções. Entre elas, a função didática e a função profética.
No nível didático, o Espírito instruirá os discípulos a respeito da verdade plena. Não se trata de uma revelação paralela à de Jesus, nem complementar. Movidos pelo Espírito, os discípulos serão capazes de atingir um nível, até então desconhecido, de compreensão dos ensinamentos do Mestre.
Obterão uma sabedoria não quantitativa, mas sim qualitativamente superior, pelo fato de, com a ajuda do Espírito, estarem capacitados a dar um testemunho convincente de sua adesão a Jesus. O Espírito revela-se aos discípulos no contexto da experiência de vida, por conseguinte, de conhecimento existencial, prático.
No nível profético, ele lhes anunciará as coisas que hão de vir. Exclui-se, aqui, todo tipo de previsão exata do futuro, de modo que os discípulos pudessem se precaver. O Espírito irá ajudá-los a conhecer melhor o que significa Jesus para cada momento da história humana. É uma ajuda na linha do discernimento, da interpretação dos fatos, da disposição humana para acolher o Mestre. Isto possibilitará ao discípulo caminhar com segurança, sem correr o risco de ser enganado. Afinal, vendo-se pressionado pelo mundo, estará sempre correndo o risco de dar um passo em falso. O Espírito revela-lhe por onde caminhar.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Evangelho do Dia.
EVANGELHO DO DIA - 07/05/12
O Dom do Espírito - Jo 14, 21-26
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
- Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.
Judas (não o Iscariotes) perguntou-lhe:
- Senhor, como se explica que tu te manifestarás a nós e não ao mundo?
Jesus respondeu-lhe:
- Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras. E a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou. Eu vos tenho dito estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
O Dom do Espírito - Jo 14, 21-26
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
- Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.
Judas (não o Iscariotes) perguntou-lhe:
- Senhor, como se explica que tu te manifestarás a nós e não ao mundo?
Jesus respondeu-lhe:
- Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras. E a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou. Eu vos tenho dito estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
quinta-feira, 22 de março de 2012
OS CRUCIFIXOS DO JUDICIÁRIO GAÚCHO
OS CRUCIFIXOS DO JUDICIÁRIO GAÚCHO
Católicos do Rio Grande do Sul estão se mobilizando para reverter a decisão da Justiça gaúcha de retirar os crucifixos e símbolos religiosos dos espaços públicos dos prédios do judiciário local. A Associação dos Juristas Católicos do estado entrou com uma representação no Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça pedindo a volta dos crucifixos nesses espaços.
O arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, contou que foi procurado por muitas pessoas que ficaram chocadas com a decisão e ressaltou que o assunto não é uma questão da Igreja, mas sim da sociedade.
“Estão tirando símbolos da sociedade brasileira que tem uma tradição e o Tribunal teve por mais de cem anos esses crucifixos e os próprios magistrados colocaram lá, não foi a Igreja que colocou”, disse.
O arcebispo informou ainda que o assunto foi discutido em uma reunião com empresários católicos e que a decisão afeta o próprio povo. “Eles querem atingir a Igreja, é claro, mas não é ela que está sendo atingida, e sim o povo. É tirar nossa cultura brasileira”. Ele destacou, porém, que só vai esclarecer a opinião pública a respeito de uma questão religiosa do povo, a atuação deve ser dos leigos.
A ação para reverter a decisão da Justiça gaúcha partiu da Associação dos Juristas Católicos. Com isso, Dom Dadeus explicou que está havendo uma reação do público em geral, tanto dos leigos como também do próprio judiciário.
Ele exemplificou contando que mais de um magistrado considerou a decisão prematura e não vai retirar o crucifixo. “Então já há até, digamos, uma revolta interna e com isso o judiciário vai sair mais conspurcado porque, diante da opinião pública, ele mostra que está de costas para o povo brasileiro, que é profundamente religioso”, explicou o arcebispo.
Com relação à possibilidade da decisão ser revertida, Dom Dadeus se mostrou otimista. “Eu acho que sim. Há uma reação forte da opinião pública e diariamente aparecem manifestações quanto a essa retirada dos crucifixos”.
Sobre os trabalhos que a Igreja vai desenvolver em relação a esses tipos de manifestação, o arcebispo de Porto Alegre esclareceu que o primeiro passo é deixar bem claro que não se trata de uma questão da Igreja, mas sim da própria sociedade. Ele destacou que a sociedade tem o direito ter suas próprias manifestações e que o poder constituído deve respeitar essa postura.
“A cruz é um símbolo universal do amor, da paz então nós temos que preservar esses valores que nós temos. Daqui a pouco vão querer tirar o domingo também, que é o dia do Senhor”, disse.
Dom Dadeus deixou ainda uma mensagem de orientação aos cristãos sobre a forma como devem agir frente a situações como essa. O arcebispo disse que os cristãos devem lutar por sua identificação, pela manifestação externa de poder ter os sinais da sua religiosidade na sua cidade. Ele completou dizendo que a decisão contraria o princípio da democracia vigente no país.
“O Brasil é um país católico democrático, agora, com esse gesto, o judiciário mostrou que não é democrático, ele é discriminatório e aí nós temos que defender nossa cultura”, finalizou.
Fonte: Portal Canção Nova
Católicos do Rio Grande do Sul estão se mobilizando para reverter a decisão da Justiça gaúcha de retirar os crucifixos e símbolos religiosos dos espaços públicos dos prédios do judiciário local. A Associação dos Juristas Católicos do estado entrou com uma representação no Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça pedindo a volta dos crucifixos nesses espaços.
O arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, contou que foi procurado por muitas pessoas que ficaram chocadas com a decisão e ressaltou que o assunto não é uma questão da Igreja, mas sim da sociedade.
“Estão tirando símbolos da sociedade brasileira que tem uma tradição e o Tribunal teve por mais de cem anos esses crucifixos e os próprios magistrados colocaram lá, não foi a Igreja que colocou”, disse.
O arcebispo informou ainda que o assunto foi discutido em uma reunião com empresários católicos e que a decisão afeta o próprio povo. “Eles querem atingir a Igreja, é claro, mas não é ela que está sendo atingida, e sim o povo. É tirar nossa cultura brasileira”. Ele destacou, porém, que só vai esclarecer a opinião pública a respeito de uma questão religiosa do povo, a atuação deve ser dos leigos.
A ação para reverter a decisão da Justiça gaúcha partiu da Associação dos Juristas Católicos. Com isso, Dom Dadeus explicou que está havendo uma reação do público em geral, tanto dos leigos como também do próprio judiciário.
Ele exemplificou contando que mais de um magistrado considerou a decisão prematura e não vai retirar o crucifixo. “Então já há até, digamos, uma revolta interna e com isso o judiciário vai sair mais conspurcado porque, diante da opinião pública, ele mostra que está de costas para o povo brasileiro, que é profundamente religioso”, explicou o arcebispo.
Com relação à possibilidade da decisão ser revertida, Dom Dadeus se mostrou otimista. “Eu acho que sim. Há uma reação forte da opinião pública e diariamente aparecem manifestações quanto a essa retirada dos crucifixos”.
Sobre os trabalhos que a Igreja vai desenvolver em relação a esses tipos de manifestação, o arcebispo de Porto Alegre esclareceu que o primeiro passo é deixar bem claro que não se trata de uma questão da Igreja, mas sim da própria sociedade. Ele destacou que a sociedade tem o direito ter suas próprias manifestações e que o poder constituído deve respeitar essa postura.
“A cruz é um símbolo universal do amor, da paz então nós temos que preservar esses valores que nós temos. Daqui a pouco vão querer tirar o domingo também, que é o dia do Senhor”, disse.
Dom Dadeus deixou ainda uma mensagem de orientação aos cristãos sobre a forma como devem agir frente a situações como essa. O arcebispo disse que os cristãos devem lutar por sua identificação, pela manifestação externa de poder ter os sinais da sua religiosidade na sua cidade. Ele completou dizendo que a decisão contraria o princípio da democracia vigente no país.
“O Brasil é um país católico democrático, agora, com esse gesto, o judiciário mostrou que não é democrático, ele é discriminatório e aí nós temos que defender nossa cultura”, finalizou.
Fonte: Portal Canção Nova
Evangelho.
EVANGELHO DO DIA - 22/03/12
O testemunho te Jesus - Jo 5, 31-47
Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: "Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa Salvação. João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com a sua luz. Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. Vós examinais as escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as escrituras dão testemunho de mim, mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna! Eu não recebo a glória que vem dos homens. Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis. Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?"
COMENTANDO O EVANGELHO: O Pai dá testemunho de Jesus
O sentimento de pertença ao Pai e a consciência de tê-lo a seu favor eram fundamentais na vida de Jesus. Afinal, ele não tinha nenhuma instituição a quem apelar para justificar sua ação. Não pertencia a nenhum dos partidos religiosos da época. Não era de família sacerdotal. Nem se apresentava com o título de rabi. Falando em termos humanos, Jesus era totalmente independente. Por conseguinte, seus inimigos não sabiam como classificá-lo e careciam de pistas para interpretar seu modo de proceder.
Na perspectiva do Filho de Deus, tudo se passava de maneira diferente. Ele tinha consciência de contar com o apoio do Pai em tudo quanto fazia. Por fidelidade a ele, sentia-se movido a ir adiante, sem retroceder, dispensando o reconhecimento e a glória do mundo. Bastava o que lhe era oferecido pelo Pai.
Todavia, Jesus não se prevaleceu de sua condição de enviado. A fidelidade ao querer do Pai norteou seu agir. Nada mais lhe interessava, senão ser reconhecido como fiel pelo Pai.
Apesar das adversidades, sentia-se motivado a seguir adiante. Além do Pai, as Escrituras também o apoiavam. Nelas encontrava luzes que justificavam o rumo dado à sua vida. E não tinha dúvida de estar no caminho certo. Ele não corria o risco de agir como um impostor, que evoca Deus para, no fundo, impor sua vontade.
ORAÇÃO
Senhor Jesus, creio que o Pai testemunha a teu favor, e quero também colocar-me do teu lado.
O testemunho te Jesus - Jo 5, 31-47
Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: "Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa Salvação. João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com a sua luz. Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou. E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. Vós examinais as escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as escrituras dão testemunho de mim, mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna! Eu não recebo a glória que vem dos homens. Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis. Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?"
COMENTANDO O EVANGELHO: O Pai dá testemunho de Jesus
O sentimento de pertença ao Pai e a consciência de tê-lo a seu favor eram fundamentais na vida de Jesus. Afinal, ele não tinha nenhuma instituição a quem apelar para justificar sua ação. Não pertencia a nenhum dos partidos religiosos da época. Não era de família sacerdotal. Nem se apresentava com o título de rabi. Falando em termos humanos, Jesus era totalmente independente. Por conseguinte, seus inimigos não sabiam como classificá-lo e careciam de pistas para interpretar seu modo de proceder.
Na perspectiva do Filho de Deus, tudo se passava de maneira diferente. Ele tinha consciência de contar com o apoio do Pai em tudo quanto fazia. Por fidelidade a ele, sentia-se movido a ir adiante, sem retroceder, dispensando o reconhecimento e a glória do mundo. Bastava o que lhe era oferecido pelo Pai.
Todavia, Jesus não se prevaleceu de sua condição de enviado. A fidelidade ao querer do Pai norteou seu agir. Nada mais lhe interessava, senão ser reconhecido como fiel pelo Pai.
Apesar das adversidades, sentia-se motivado a seguir adiante. Além do Pai, as Escrituras também o apoiavam. Nelas encontrava luzes que justificavam o rumo dado à sua vida. E não tinha dúvida de estar no caminho certo. Ele não corria o risco de agir como um impostor, que evoca Deus para, no fundo, impor sua vontade.
ORAÇÃO
Senhor Jesus, creio que o Pai testemunha a teu favor, e quero também colocar-me do teu lado.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Evangelho.
Autoridade de Jesus - Jo 5,17-30
Naquele tempo, Jesus respondeu aos judeus:
- Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho.
Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus.
Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus:
- Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem, viverão. Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo
concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora, em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: aqueles que fizeram o bem ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
COMENTANDO O EVANGELHO: Jesus, unido com o pai
A liberdade e a familiaridade com que Jesus se referia a Deus incomodavam seus inimigos. Era-lhes insuportável ouvir Jesus chamá-lo de Pai e afirmar sua unidade profunda com o ele, e perceber em sua ação indicações de que, realmente, ele possuía algo próprio de Deus. Caso contrário, seu agir seria inexplicável. Os inimigos decidiram, então, eliminar o Mestre por não suportarem sua presença.
Jesus não minimizou o problema. Sem titubear, proclamou sua radical dependência do Pai, de quem procedia e sob cuja orientação agia. O Pai outorgou-lhe o direito de comunicar vida e confiou-lhe todo o julgamento. Portanto, todas as pessoas, inclusive os adversários de Jesus, estavam na dependência de seu julgamento. Ele haveria de julgar concedendo vida a quem praticou o bem e castigando a quem praticou o mal.
Os que se opunham ao Mestre, que ficassem atentos. Indispor-se contra ele, significava indispor-se contra o próprio Deus. Opção terrivelmente perigosa!
O alerta de Jesus não surtiu efeito. Antes, só fez aumentar a ira de seus opositores e torná-los cada vez mais determinados a levar a cabo o seu intento. A cegueira tirou-lhes a capacidade de discernir. Por isso, quanto mais Jesus tentava alertá-los para a insanidade de seu projeto, tanto mais insistiam em colocá-lo em prática. O tempo daria razão a Jesus.
ORAÇÃO
Senhor Jesus, faze-me compreender que tua união com o Pai prepara o caminho para que também eu viva em comunhão com ele.
Naquele tempo, Jesus respondeu aos judeus:
- Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho.
Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus.
Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus:
- Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem, viverão. Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo
concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora, em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: aqueles que fizeram o bem ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
COMENTANDO O EVANGELHO: Jesus, unido com o pai
A liberdade e a familiaridade com que Jesus se referia a Deus incomodavam seus inimigos. Era-lhes insuportável ouvir Jesus chamá-lo de Pai e afirmar sua unidade profunda com o ele, e perceber em sua ação indicações de que, realmente, ele possuía algo próprio de Deus. Caso contrário, seu agir seria inexplicável. Os inimigos decidiram, então, eliminar o Mestre por não suportarem sua presença.
Jesus não minimizou o problema. Sem titubear, proclamou sua radical dependência do Pai, de quem procedia e sob cuja orientação agia. O Pai outorgou-lhe o direito de comunicar vida e confiou-lhe todo o julgamento. Portanto, todas as pessoas, inclusive os adversários de Jesus, estavam na dependência de seu julgamento. Ele haveria de julgar concedendo vida a quem praticou o bem e castigando a quem praticou o mal.
Os que se opunham ao Mestre, que ficassem atentos. Indispor-se contra ele, significava indispor-se contra o próprio Deus. Opção terrivelmente perigosa!
O alerta de Jesus não surtiu efeito. Antes, só fez aumentar a ira de seus opositores e torná-los cada vez mais determinados a levar a cabo o seu intento. A cegueira tirou-lhes a capacidade de discernir. Por isso, quanto mais Jesus tentava alertá-los para a insanidade de seu projeto, tanto mais insistiam em colocá-lo em prática. O tempo daria razão a Jesus.
ORAÇÃO
Senhor Jesus, faze-me compreender que tua união com o Pai prepara o caminho para que também eu viva em comunhão com ele.
154º Cursilho Masculino Adulto
Olá amigos Cursilhistas,
Aconteceu neste final de semana de 16 a 18/03/2012 o nosso 154º Cursilho Masculino e foi muito abençoado, estiveram participando pela nossa comunidade Paroquial o Donizete (Muzenga), Heliton (Tozinho), Anderson, Denis Felisbino e o Luis Carlos, que continuem perseverando em seu Quarto dia, especialmente pela participação dos nossos Padres durante as Confissões. São novos 61 Cursilhistas na Nossa Diocese.
Coordenação: Elson Lemunche Tazawa, Base: Alexandre Aparecido Batista
Diretor Espiritual: Pe Marcos Antonio Teixeira. Coordenador Cozinha: Marcio Adriano Martinelli, Cozinheiro: Alberto Magno da Silva. A todos que trabalharam nosso muito obrigado e que Deus na sua infinita misericordia derrame abundantes graças sobre todos pelo trabalho de Evangelização!
Shalom!
Fonte - Edna Cristina Mantovani Borges
Coordenadora MCC Apucarana
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